
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, classificou a crise política na Guiné-Bissau como um “complô”, após a fuga do Presidente deposto Umaro Sissoco Embaló para Dakar.
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, afirmou esta sexta-feira no Parlamento que a crise política na Guiné-Bissau resulta de um “complô”, um dia após o Presidente deposto, Umaro Sissoco Embaló, ter fugido para território senegalês.
Segundo o governante, o processo eleitoral iniciado no país vizinho deve ser concluído e cabe à comissão eleitoral anunciar o vencedor.
Num comunicado divulgado na noite de quinta-feira, o Ministério da Integração Africana e dos Assuntos Estrangeiros do Senegal revelou que fretou um avião para garantir a evacuação de Sissoco, após negociações com várias partes envolvidas na crise. O Governo destacou que o Presidente chegou “são e salvo” a Dakar.
A junta militar que assumiu o poder em Bissau nomeou o general Horta N’tam para liderar um período de transição de um ano, consolidando o golpe, apesar das condenações de organizações regionais e internacionais, como a CEDEAO, União Africana, África do Sul e Nigéria.
A instabilidade ocorre na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro, em que tanto Embaló quanto o candidato independente Fernando Dias da Costa declararam vitória.
A Guiné-Bissau enfrenta histórico de golpes e tensões políticas, agravado pela influência de redes criminosas devido à sua posição estratégica no tráfico transatlântico de droga. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: DW / EFE
Foto: Reprodução/DW/ Seyllou / AFP