
Investigação revela alegadas irregularidades em contratos de formação e catering na LAM, num contexto de crise financeira e instabilidade operacional.
A situação nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) continua a agravar-se com a revelação de novas denúncias relacionadas com alegadas irregularidades contratuais e falhas de supervisão interna.
De acordo com informações avançadas pela Integrity Magazine, foram detectadas discrepâncias significativas nos valores pagos à ALTACADEMY, empresa responsável pela formação de tripulações em simuladores de voo, na África do Sul.
Segundo dados citados pela publicação, a LAM estaria a pagar cerca de 500 dólares por hora de uso do simulador, quando o valor real praticado seria de 250 dólares. A diferença levantou suspeitas de sobrefacturação e expôs fragilidades nos mecanismos de auditoria e controlo interno da companhia.
As denúncias estendem-se igualmente ao sector de catering, onde alegadamente existiriam pressões para manutenção de preços considerados elevados. A empresa fornecedora em Nampula terá, segundo a fonte, ligações com quadros seniores da LAM, situação que já terá sido encaminhada à Procuradoria-Geral da República para investigação.
Num contexto de crescente tensão, a LAM exonerou o Comandante Hilário Devis Tembe das funções de vogal da Comissão de Gestão da Área Técnico-Operacional, nomeando interinamente o Comandante Jorge Henrique Zandamela Sousa Neves para o cargo.
A companhia aérea enfrenta uma crise operacional e financeira profunda, marcada por prejuízos milionários, falhas técnicas recorrentes, escassez de aeronaves e investigações sobre práticas anticoncorrenciais. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: Integrity Magazine
Foto: Avião da LAM (alert-passed)
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Economia & Negócios