
Filipe Nyusi afirma que a votação na Guiné-Bissau decorreu de forma pacífica, mas lamenta a intervenção militar e a suspensão inesperada do processo eleitoral. Declarações foram feitas na sua página oficial do Facebook.
O antigo Presidente da República de Moçambique e chefe da Missão de Observação da SADC às eleições na Guiné-Bissau, Filipe Nyusi, afirmou que o dia de votação decorreu de forma pacífica, transparente e ordeira, antes de uma súbita deterioração do ambiente político que levou à intervenção militar e ao encerramento das fronteiras. A informação foi avançada pelo próprio Nyusi na sua página oficial do Facebook.
Segundo o antigo Chefe de Estado, a missão esteve no terreno desde 19 de Junho, tendo acompanhado de perto todo o processo eleitoral. Trabalhou em colaboração com a Comissão Nacional de Eleições, o Presidente Umaro Sissoco Embaló, membros do Governo e representantes diplomáticos.
Nyusi destacou que as mesas de voto funcionaram no exterior, garantindo total visibilidade, e que nenhum eleitor foi impedido de exercer o seu direito.
A situação alterou-se após a divulgação preliminar dos resultados. Relatos de tiroteios perto da sede da CNE e da zona presidencial levaram à suspensão imediata do processo.
Forças militares assumiram o controlo de áreas estratégicas, instauraram recolher obrigatório e fecharam fronteiras, criando um ambiente de incerteza.
A União Africana, a CEDEAO e o Fórum dos Anciãos emitiram um apelo conjunto para o restabelecimento imediato do processo eleitoral.
Nyusi sublinhou que a missão continuará em Bissau até que a situação seja esclarecida, reforçando que compete aos guineenses encontrar uma solução para a crise. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: Integrity Magazine
Foto: Integrity Magazine