
Umaro Sissoco Embaló foi retirado para o Senegal após o golpe militar na Guiné-Bissau. A CEDEAO, ONU e CPLP condenam a ruptura constitucional e apelam ao restabelecimento da ordem democrática.
O Presidente cessante da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, foi retirado para Dakar, no Senegal, poucas horas depois de os militares empossarem o general Horta N’ta como Presidente de transição.
A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros senegalês, que revelou que Embaló chegou a bordo de um avião fretado especialmente para o efeito.
A crise política intensificou-se após a suspensão inesperada do processo eleitoral, que estava na fase final da contagem dos votos das eleições de 23 de novembro.
A CEDEAO, reunida em cimeira extraordinária, apelou à libertação imediata de Sissoco Embaló e de todos os detidos, expressando profunda preocupação com o cenário de ruptura constitucional.
A CPLP, União Europeia e Governo angolano juntaram-se às críticas internacionais, defendendo a continuação normal do processo eleitoral e denunciando a tomada do poder pela força.
A ONU, por intermédio do secretário-geral António Guterres, classificou o episódio como uma violação inaceitável dos princípios democráticos, exigindo o restabelecimento da ordem constitucional.
Vozes da sociedade civil e da diáspora guineense também se manifestaram. Organizações estudantis em Portugal convocaram protestos, pedindo o retorno à legalidade e a conclusão do processo eleitoral.
Enquanto isso, alguns analistas e activistas apontam para a possibilidade de um autogolpe, alegando que a influência militar ainda favorece Embaló.
A situação permanece instável, com relatos de tensões em Bissau e incerteza sobre os próximos passos da transição política. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte da notícia: DW (Deutsche Welle) / Lusa
Foto: Reuters / DW