Yasser Pecado aponta falhas antigas na cultura

Yasser Pecado aponta falhas antigas na cultura

Yasser Pecado critica antigas gestões na cultura e explica motivações para avançar com o PNAEC, destacando abertura do actual Governo moçambicano ao sector cultural.

O empresário e promotor de eventos moçambicano Yasser Faquir Ismail Pecado, fundador da Kambas Produções, revelou novas informações sobre o Projecto Nacional de Apoio ao Entretenimento e à Cultura durante uma entrevista ao programa Batidas, da TV Sucesso, apresentado por Aires Cossa. 

Segundo Pecado, o projecto vem sendo preparado há mais de cinco anos, mas apenas agora encontra um ambiente político mais favorável e atento às necessidades do sector cultural.

Pecado destacou que, nos governos anteriores, a cultura raramente era tratada como prioridade, ficando atrás de áreas como agricultura ou antigos combatentes. 

Recordou encontros com antigos ministros em que os problemas dos artistas eram ignorados e mencionou uma reunião em que músicos e promotores foram convocados apenas para tratar de questões relacionadas ao INSS, ignorando desafios urgentes que o sector enfrentava.

O empresário afirmou que ganhou nova motivação após a tomada de posse do Presidente Daniel Chapo, cujas mensagens sobre fazer coisas diferentes lhe deram esperança de mudança. 

A nomeação de MC Roger como embaixador do Made in Mozambique reforçou a percepção de que o actual Governo está a valorizar mais o sector cultural.

Pecado revelou ainda que foi recebido pela Secretária de Estado para Artes e Cultura, Matilde Muocha, e afirmou ter encontrado, pela primeira vez, uma liderança sensível e consciente da realidade enfrentada pelos agentes culturais. 

Segundo ele, a responsável demonstrou vergonha pelas condições existentes, mas garantiu que as próximas convocatórias terão como propósito apresentar soluções concretas.

Ao responder por que submeteu o projecto directamente à Presidência, Pecado explicou que o documento já estava pronto há anos e que decidiu dar-lhe maior peso político, acreditando que a mobilização pública pode acelerar decisões importantes para o desenvolvimento do ecossistema cultural.

Fonte: Kelvin Mídia

Foto: Reprodução/Internet

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