
O Manuel Chang vê o seu regresso a Maputo temporariamente bloqueado devido a questões burocráticas, sete anos e três meses após ter sido detido em Johannesburg, na África do Sul.
De acordo com informações avançadas pelo Jornal SAVANA, o impedimento está relacionado com o trânsito pela Portugal, onde o antigo governante teria de fazer escala antes de seguir viagem para Moçambique.
A transportadora aérea portuguesa recusou o embarque, alegando que o documento de emergência emitido pela Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos não foi previamente autorizado pelas autoridades portuguesas, impedindo assim a continuidade do processo.
Libertado no dia 26 de março, Manuel Chang tinha viagem marcada com ligação em Lisboa, mas o regresso foi cancelado, mantendo-se sob custódia dos serviços de imigração.
Perante a situação, os seus advogados solicitaram a intervenção do tribunal para viabilizar a sua deportação imediata, num caso que continua a gerar atenção no contexto da justiça e da política moçambicana.