
Os Madgermanes manifestaram indignação e repudiaram alegados casos de prostituição juvenil no Jardim dos Madgermanes em Maputo, prometendo reforçar medidas de vigilância no local.
A reacção surge após a divulgação de uma reportagem investigativa sobre alegadas práticas de exploração sexual envolvendo jovens e adolescentes naquele espaço histórico ligado à luta dos Madgermanes.
Os representantes do movimento, Arnaldo Mendes, Constantino Chinguemani e José Cossa, procuraram a redacção do Integrity Magazine para se distanciarem publicamente de qualquer actividade relacionada com prostituição ou uso indevido do espaço.
Segundo os líderes do movimento, o Jardim dos Madgermanes representa um símbolo de dor, resistência e reivindicação histórica dos trabalhadores moçambicanos que estiveram na antiga República Democrática Alemã.
Arnaldo Mendes afirmou que o grupo recebeu a reportagem com tristeza e preocupação, considerando inaceitável que o espaço seja usado para práticas que mancham a memória da luta dos Madgermanes e a dignidade do movimento.
Já o presidente do movimento, Constantino Chinguemani, classificou a situação como alarmante e garantiu que haverá maior vigilância e acções de sensibilização para impedir novas ocorrências de prostituição juvenil no local.
“O espaço onde várias pessoas perderam a vida durante anos de reivindicação não pode transformar-se numa esquina de prostituição”, declarou Chinguemani.
Os líderes reforçaram ainda que o movimento dos Madgermanes luta exclusivamente por justiça social, compensações financeiras e reconhecimento histórico, rejeitando qualquer ligação com redes de exploração sexual.
Apesar das promessas de reforço de controlo, o Jardim dos Madgermanes continua a ser descrito como um espaço marcado por fortes contrastes entre a luta histórica e denúncias de práticas sociais preocupantes.
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