Madeireiros abandonam actividade em Quissanga após serem interpelados por terroristas

Terroristas obrigam madeireiros a deixar actividade em Quissanga

Um grupo de madeireiros que se encontrava numa zona de corte de madeira na aldeia de Namaluco, Posto Administrativo de Bilibiza, distrito de Quissanga, província de Cabo Delgado, foi obrigado a abandonar as actividades após ser interpelado por indivíduos identificados como alegados terroristas.

Segundo informações divulgadas pela Carta de Moçambique, os madeireiros teriam sido surpreendidos por um grupo armado que regressava do Posto Administrativo de Mucojo, no distrito de Macomia. Durante o incidente, os trabalhadores terão sido despojados de bens pessoais e de materiais utilizados na actividade de exploração de madeira.

As fontes citadas pela publicação afirmam que os madeireiros foram ainda obrigados a contactar o seu alegado patrão, identificado como um cidadão de nacionalidade chinesa, para solicitar o pagamento de um resgate. Os trabalhadores terão permanecido sob controlo do grupo armado durante várias horas.

Entretanto, o alegado empregador não terá aceite efectuar o pagamento exigido. Perante a falta de pagamento do resgate, os indivíduos armados terão destruído parte dos materiais utilizados pelos madeireiros, incluindo um tractor, e ordenado que abandonassem a zona.

O episódio ocorre num contexto de persistência da violência armada em Cabo Delgado, onde grupos insurgentes continuam a movimentar-se por diferentes distritos e a afectar actividades económicas e a circulação das populações.

A aldeia de Namaluco, em Quissanga, é apontada pelas fontes como uma das zonas utilizadas pelos grupos armados durante as suas deslocações entre diferentes pontos da província.

O administrador do distrito de Quissanga, Sidónio José, reconheceu anteriormente, numa entrevista à Zumbo FM, que a aldeia de Namaluco tem sido utilizada por alegados terroristas nas suas deslocações de e para Mucojo, no distrito de Macomia.

Na mesma entrevista, o administrador afirmou que a população local já teria passado a conviver com a presença do fenómeno de terrorismo no seu quotidiano. A posição, contudo, contrasta com a percepção de sectores da população, que defendem que a violência armada não deve ser encarada como uma situação normal. Continua LER mais Clique Aqui

Fonte: Carta de Moçambique

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