Navalha Quer Impulsionar a Economia, Mas Crédito Continua Limitado

Banco de Moçambique, sob liderança de Felisberto Navalha

O Banco de Moçambique, sob liderança de Felisberto Navalha, introduziu uma medida para facilitar o financiamento de empresas que produzem para exportação e daquelas que procuram substituir produtos importados.

A iniciativa prevê a utilização de recursos das reservas obrigatórias dos bancos comerciais para apoiar actividades produtivas. Economistas consideram a medida promissora, mas defendem mecanismos que garantam que o crédito chegue efectivamente às empresas.

Constantino Marrengula destaca a necessidade de facilitar o acesso ao financiamento das micro, pequenas e médias empresas, incluindo negócios informais viáveis. O economista defende ainda o apoio às cadeias de abastecimento alimentar para aumentar a oferta de produtos e reduzir os custos.

Eduardo Sengo considera que a política monetária deve ir além da gestão das taxas de juro e contribuir para direccionar o crédito a sectores como a agricultura e a indústria. Segundo o economista, o financiamento destinado a estes sectores terá diminuído de cerca de 50% para aproximadamente 15% do total.

Júlio Saramala também avalia positivamente a iniciativa, mas sublinha a importância de critérios claros e da fiscalização dos bancos, para medir o impacto do financiamento no investimento, na produção e nas exportações.

Já Alfredo Mondlane alerta que os resultados poderão ser limitados no curto prazo, devido à fragilidade financeira de algumas empresas. O economista defende mecanismos para melhorar a sua capacidade de acesso ao crédito.

Os especialistas consideram que o sucesso da medida dependerá da transformação dos recursos disponibilizados em mais produção, emprego e oferta de bens no mercado nacional. Continua LER mais Clique Aqui

Fonte: O País

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