
Lutero Simango acusa Graça Machel de faltar à verdade sobre a morte de Uria Simango e defende reconciliação com verdade histórica.
O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, acusou Graça Machel de faltar à verdade histórica sobre a morte do reverendo Uria Simango, uma das figuras políticas eliminadas durante as purgas internas ocorridas nos primeiros anos após a independência nacional.
Em entrevista concedida ao jornal Savana, Lutero Simango afirmou que, até hoje, o Estado moçambicano nunca esclareceu oficialmente às famílias as circunstâncias em que Uria Simango e a sua esposa perderam a vida, nem entregou os seus restos mortais para um funeral digno.
Para o líder do MDM, a responsabilidade política recai sobre Samora Machel, por ser, à época, o chefe do Estado e da Frelimo.
As declarações surgem na sequência de uma intervenção pública de Graça Machel, durante uma mesa-redonda sobre Reconciliação e Unidade Nacional, integrada no Diálogo Nacional Inclusivo, onde negou que Samora Machel tivesse ordenado a morte de Uria Simango.
Segundo Graça Machel, o primeiro Presidente de Moçambique apenas foi informado dos factos e não tomou a decisão de matar.
Lutero Simango considera estas afirmações uma tentativa de inverter a verdade histórica e apela ao Governo para que entregue as ossadas dos seus pais à família, como um passo essencial para a reconciliação nacional baseada na verdade, justiça e memória. Continua LER mais Clique Aqui
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Fonte da notícia: Jornal Savana
Fonte da foto: Savana