
Ex-guerrilheiros da RENAMO dão seis meses a Ossufo Momade para deixar a liderança, enquanto analistas dizem que o líder tenta ganhar tempo.
A liderança de Ossufo Momade na RENAMO continua
a ser alvo de forte contestação interna, com ex-guerrilheiros a exigirem a sua
saída num prazo máximo de seis meses.
Os críticos acusam o actual presidente do partido de má gestão, atraso no
pagamento de pensões e subsídios, perseguições internas e incapacidade de
restaurar a estabilidade da formação política.
Apesar da pressão, Momade reafirmou recentemente que não será candidato às eleições gerais de 2029 e que pretende deixar a
liderança, sem, no entanto, avançar qualquer data concreta. A declaração foi
feita num encontro com desmobilizados, em Nampula, onde apelou à união e coesão
interna.
Para o analista político Wilson Nicaquela, a posição de Momade visa apenas atrasar a sua saída e gerir expectativas. Segundo o académico, o líder da RENAMO procura manter-se no poder apesar de já não reunir condições morais e políticas para uma nova candidatura.
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Fonte: DW África
Foto: DW