
O Sintime alerta o Governo para os impactos sociais e económicos da possível saída da Mozal de Moçambique em 2026.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia alertou o Governo moçambicano
para as graves consequências da eventual saída da Mozal do país, prevista para Março de 2026.
Em conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira, em Maputo, o Sintime
sublinhou a importância estratégica da empresa para a economia nacional.
Segundo o sindicato, a Mozal é responsável por cerca de 30% das exportações de Moçambique, assegurando aproximadamente 1.100
empregos directos e mais de 4.000 postos de trabalho indirectos.
A suspensão das actividades da maior fundição de alumínio do país poderá
afectar vários sectores económicos, incluindo fornecedores, prestadores de serviços
e comunidades dependentes da empresa.
O Sintime destacou ainda que a Mozal consome quase metade da energia eléctrica produzida no país e representa cerca de 3% doProduto Interno Bruto.
Face ao cenário, o sindicato defende uma intervenção urgente do Governo para proteger os trabalhadores e a estabilidade económica
nacional.
Fonte da notícia: Integrity Magazine
Fonte da foto: Integrity Magazine