
Quinze meses após os eventos de 25 de dezembro de 2024, na Cadeia Central de Maputo e na Cadeia de Máxima Segurança (BO), várias famílias continuam sem informações sobre o paradeiro dos seus familiares em reclusão.
No dia seguinte à alegada evasão, familiares deslocaram-se à cadeia e foram encaminhados ao Hospital Central de Maputo, onde alguns encontraram parentes feridos, enquanto outros foram direcionados à morgue, com corpos ainda por identificar.
Até 27 de março de 2026, persistem dúvidas sobre o destino de vários reclusos. Dados oficiais indicam a morte de 34 pessoas, informação anteriormente avançada pelo então comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael.
Contudo, fontes internas apontam números mais elevados, referindo que cerca de 70 reclusos terão sido executados após a recaptura, com alegações de enterramentos em valas comuns e ausência de identificação das vítimas.
A situação continua a gerar angústia entre as famílias e levanta preocupações sobre direitos humanos, transparência e responsabilização das autoridades no país.
Fonte: CDD