
O Governo moçambicano anunciou que os ciclones, cheias, inundações e outros fenómenos climáticos extremos registados no início deste ano causaram prejuízos estimados em cerca de 48,6 mil milhões de dólares norte-americanos em todo o país.
Segundo a Ministra das Finanças, Carla Louveira, os desastres naturais afectaram aproximadamente 1,07 milhão de pessoas e destruíram ou danificaram mais de 210 mil habitações, agravando a situação humanitária em várias regiões do território nacional.
De acordo com o Executivo, os fenómenos extremos provocaram igualmente impactos na agricultura, segurança alimentar, transportes e infra-estruturas sociais, aumentando a pressão sobre as finanças públicas e sobre a capacidade de resposta das autoridades.
A governante explicou que o país está a reforçar mecanismos de resiliência climática, gestão de desastres, protecção financeira e reconstrução de infra-estruturas para minimizar os impactos de futuros eventos extremos.
Entre os programas em implementação, destacam-se iniciativas financiadas pelo Banco Mundial para apoiar a recuperação de zonas afectadas, reconstrução de serviços essenciais e fortalecimento da capacidade de resposta das comunidades vulneráveis.
Por sua vez, o Director do Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, alertou que o país continua vulnerável a múltiplas crises, defendendo maior investimento em infra-estruturas resilientes e sistemas de prevenção contra desastres naturais.
O diálogo sobre resiliência climática decorre em Maputo e reúne representantes do Governo, parceiros internacionais, municípios, sector privado e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de mitigação dos impactos climáticos.
Fonte: AIM