
Funcionários do Conselho Municipal de Quelimane, administração autárquica, serviços municipais e funcionários públicos encerraram as portas da instituição em protesto contra o atraso no pagamento de salários há mais de seis meses.
Os trabalhadores manifestaram indignação face às dificuldades económicas enfrentadas pelas suas famílias, afirmando que a situação se tornou insustentável devido ao incumprimento salarial e à falta de respostas concretas por parte da autarquia sobre a crise financeira, direitos laborais, pagamento de salários e condições de trabalho.
Segundo os manifestantes, o último pagamento efectuado pelo município ocorreu em Dezembro do ano passado, altura em que apenas dois meses de vencimentos foram liquidados, deixando vários trabalhadores em situação difícil perante o aumento do custo de vida, despesas familiares, sobrevivência económica e dificuldades sociais.
Os funcionários afirmam estar cansados de promessas sem soluções práticas, alegando que os atrasos salariais têm sido recorrentes e afectam directamente o desempenho dos trabalhadores e o funcionamento da autarquia, levantando preocupações sobre gestão municipal, administração pública, governação local e responsabilidade institucional.
A paralisação está a comprometer vários serviços municipais, condicionando o atendimento ao público e afectando o funcionamento normal de diferentes sectores ligados à limpeza urbana, serviços administrativos, actividades autárquicas e funcionamento institucional.
Até ao momento, o município de Quelimane ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores nem avançou possíveis soluções para ultrapassar a crise salarial que afecta os funcionários da autarquia e preocupa sectores ligados à gestão financeira, estabilidade laboral, sector público e administração municipal.
Fonte: Redacção