
As autoridades moçambicanas apreenderam sete residências, três estabelecimentos comerciais e um posto de abastecimento de combustível na cidade de Lichinga, província do Niassa, por suspeitas de associação criminosa e branqueamento de capitais.
A operação foi conduzida pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa (GPCCN), em coordenação com o Gabinete Central de Recuperação de Activos, no âmbito de investigações relacionadas com crimes económicos e financeiros.
Segundo o porta-voz do GPCCN, Victor Mutombene, os bens apreendidos incluem ainda dois armazéns e várias lojas comerciais localizadas na capital provincial do Niassa.
As autoridades suspeitam que os imóveis tenham sido adquiridos através de um alegado esquema ilegal de importação de viaturas provenientes da África do Sul, utilizando documentos falsificados para reduzir encargos fiscais.
De acordo com as investigações, os suspeitos manipulavam informações sobre o ano de fabrico, cilindrada e estado mecânico dos automóveis para facilitar a entrada irregular das viaturas em Moçambique.
O esquema terá causado prejuízos superiores a 42 milhões de meticais aos cofres do Estado moçambicano, além de algumas das viaturas apreendidas serem igualmente reclamadas pela INTERPOL.
Segundo Victor Mutombene, a apreensão dos bens foi autorizada pelo Tribunal Judicial da Província do Niassa, no âmbito do processo-crime n.º 55/0101/P/2023 e da investigação patrimonial n.º 18/IPF/GCRA/2023.
Um cidadão moçambicano residente em Lichinga é apontado como principal suspeito no processo e responde às acusações em liberdade enquanto decorrem as investigações.
Fonte: Carta de Moçambique
Foto: DR