
O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou que documentos registados junto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam a existência de uma campanha internacional de relações públicas alegadamente destinada a promover a imagem de Daniel Chapo após as eleições gerais moçambicanas de 2024.
Numa publicação feita na sua página oficial do Facebook, Mondlane sustenta que os documentos foram submetidos ao abrigo da Lei de Registo de Agentes Estrangeiros dos Estados Unidos (FARA) e indicam que um cidadão haitiano identificado como Unik Ernest se registou como agente de Daniel Chapo naquele país.
Segundo Venâncio Mondlane, os documentos descrevem uma estratégia de comunicação voltada para a redução da cobertura internacional negativa sobre a crise pós-eleitoral em Moçambique, a promoção da aceitação dos resultados eleitorais e o reforço de mensagens relacionadas com estabilidade política e unidade nacional.
De acordo com a publicação, o plano incluiria contactos com órgãos de comunicação internacionais, produção de artigos de opinião, entrevistas, campanhas digitais e mobilização de líderes religiosos e influenciadores sociais para apoiar uma narrativa favorável ao actual Presidente da República.
Mondlane afirma ainda que o contrato teria um valor de 25 mil dólares norte-americanos por mês, durante três meses, totalizando 75 mil dólares, acrescentando que os registos consultados indicariam que o acordo permanece activo.
O líder da ANAMOLA refere igualmente que algumas reportagens internacionais associam Unik Ernest a alegações relacionadas com indivíduos ligados ao falecido investidor norte-americano Jeffrey Epstein, defendendo que tal situação levanta questões sobre os critérios utilizados para a representação internacional de interesses políticos moçambicanos.
Na mesma publicação, Venâncio Mondlane sustenta que os resultados da referida estratégia de comunicação não terão produzido os efeitos esperados, alegando que Daniel Chapo não obteve grande visibilidade nos principais meios de comunicação norte-americanos nem encontros de alto nível com autoridades dos Estados Unidos.
Até ao momento, não houve reacção pública de Daniel Chapo ou da Presidência da República às alegações apresentadas por Venâncio Mondlane.
Fonte: Facebook de Venâncio Mondlane
Foto: DR