Governo Quer Maior Participação Nacional nos Megaprojectos

O Governo de Moçambique apelou aos empresários nacionais para deixarem de ser participantes periféricos nos megaprojectos de mineração, hidrocarbonetos e energia, defendendo uma presença mais activa nas cadeias de valor destes sectores estratégicos.

O apelo foi feito pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante um encontro realizado em Maputo com o sector privado nacional, liderado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Segundo o governante, Moçambique vive actualmente um período de grandes oportunidades impulsionado pelo avanço dos projectos de gás natural, pelos investimentos em energia e pelo crescimento da indústria extractiva, sobretudo na região norte do país.

Durante a sua intervenção, Estêvão Pale defendeu que os recursos minerais, os recursos energéticos e os projectos estratégicos nacionais devem deixar benefícios concretos para a população moçambicana através da criação de emprego e geração de riqueza.

O ministro explicou que o Executivo está a reforçar o quadro regulatório dos hidrocarbonetos, promovendo a capacitação empresarial e facilitando o acesso ao financiamento para fortalecer a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, o Governo pretende aumentar o acesso à informação sobre oportunidades de negócio, permitir o conhecimento antecipado dos planos de aquisição e incentivar o fornecimento de bens e serviços por empresas moçambicanas.

No sector dos hidrocarbonetos, prevê-se um volume de gastos superior a 5 mil milhões de dólares em bens e serviços, além da formação de mais de 15 mil trabalhadores e pequenas e médias empresas.

Os dados apresentados indicam ainda que cerca de 355 empresas poderão participar na fase de construção dos projectos, enquanto aproximadamente 1.500 empresas deverão integrar a fase de operação da indústria do gás.

Estêvão Pale incentivou a criação de parcerias estratégicas entre empresas nacionais e empresas estrangeiras especializadas, promovendo uma abordagem de benefício mútuo para aumentar a transferência de conhecimento e tecnologia.

O governante destacou igualmente oportunidades nos sectores de gás natural veicular, canalização de gás para consumo doméstico e produção de biocombustíveis, considerados áreas de elevado potencial económico.

No sector energético, o Executivo identificou oportunidades ligadas à modernização do sistema eléctrico nacional, à geração e distribuição de energia e à implementação de redes solares em comunidades rurais.

Pale concluiu defendendo a necessidade de transformar as actuais oportunidades em resultados concretos através do fortalecimento dos serviços de logística, transporte e construção civil, promovendo simultaneamente a criação de emprego e o desenvolvimento económico nacional.

Fonte: Integrity Magazine / Diário Económico

Foto: DR

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