Artigo defende “Novo Cabritismo” para combater corrupção em Moçambique

 Artigo defende “Novo Cabritismo” para combater corrupção em Moçambique

Um artigo de opinião publicado no Jornal Notícias defende uma mudança profunda na forma como os moçambicanos encaram a gestão dos recursos públicos e o exercício de funções no Estado. Intitulado “Chega de comer a pátria: a urgência do novo cabritismo”, o texto é assinado por Raimundo Mapanzene.

O autor parte do conhecido provérbio moçambicano “o cabrito come onde está amarrado” para criticar práticas como corrupção, clientelismo, nepotismo e apropriação indevida de recursos públicos. Na sua análise, a expressão acabou por ser utilizada para normalizar comportamentos que prejudicam as instituições e limitam o desenvolvimento do país.

Mapanzene propõe, por isso, a criação de um “Novo Cabritismo”, baseado na responsabilidade, ética, transparência e utilização sustentável dos recursos colectivos.

Segundo o autor, o cargo ocupado por cada cidadão deve ser encarado como um espaço de responsabilidade e não como uma oportunidade de enriquecimento pessoal. A “corda”, na nova interpretação, representaria os limites impostos pela lei, enquanto a “erva” simbolizaria o património colectivo que deve ser preservado para as futuras gerações.

O artigo defende ainda reformas como a digitalização dos serviços públicos, o reforço da meritocracia e a valorização dos profissionais íntegros.

Para Mapanzene, o desenvolvimento de Moçambique dependerá não apenas dos seus recursos naturais, mas também do carácter, competência e responsabilidade dos cidadãos. Continua LER mais Clique Aqui

Fonte: Jornal Notícias

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