
Umaro Sissoco Embaló acusa Portugal de hostilidade após golpe de Estado na Guiné-Bissau, contrariando declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre contactos cordiais.
O presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, responsabilizou Portugal por uma postura que considera hostil na sequência do golpe de Estado ocorrido esta quarta-feira no país.
A declaração foi feita em entrevista ao canal 1Africa TV, pouco depois de Embaló ter chegado a Dacar, na noite de quinta-feira, a bordo de um avião fretado pelo Governo do Senegal.
Segundo Embaló, Portugal demonstra resistência sempre que o chefe de Estado guineense é muçulmano, mencionando nomes como “Mamadou, Omar ou Ibrahim”.
Para o antigo dirigente, essa atitude desconsidera o facto de aproximadamente 60% da população da Guiné-Bissau professar a religião muçulmana.
Ele classificou esta postura como “hostil e discriminatória”, alegando que o país europeu tem influência significativa nas dinâmicas políticas guineenses.
As afirmações contrastam com as declarações do Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou ter mantido contacto com Embaló, recebendo respostas cordiais e de agradecimento. Portugal ainda não reagiu oficialmente às novas acusações.
O Escândalo de golpe de Estado mergulhou a Guiné-Bissau num cenário de incerteza política, com a junta militar a assumir o poder e a comunidade internacional a acompanhar os desenvolvimentos com preocupação. Continua LER mais Clique Aqui
Fonte: TV Sucesso
Foto: Reprodução/Internet