
Moçambique votou a favor da suspensão imediata da Guiné-Bissau da CPLP após o golpe de Estado, visando defender a ordem constitucional.
Moçambique manifestou oficialmente o seu apoio à suspensão imediata da Guiné-Bissau das actividades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sequência do golpe de Estado ocorrido a 26 de novembro.
A posição foi confirmada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma conferência extraordinária virtual que reuniu os Chefes de Estado e de Governo da organização.
Segundo Daniel Chapo, a decisão é necessária para proteger a ordem constitucional e preservar a credibilidade internacional da CPLP, num momento em que a estabilidade política da região está sob ameaça.
O chefe de Estado sublinhou que a crise na Guiné-Bissau não é um problema isolado, mas uma preocupação comum para toda a comunidade lusófona.
Com a suspensão da Guiné-Bissau, que exercia a presidência rotativa da organização, Timor-Leste foi eleito para assumir o cargo de forma interina.
Os Estados-membros condenaram igualmente a interrupção do processo eleitoral e exigiram a libertação imediata dos detidos políticos.
A CPLP trabalha agora em coordenação com a União Africana e a CEDEAO para promover o rápido regresso à normalidade institucional, tendo Moçambique reiterado a sua disponibilidade para apoiar iniciativas que conduzam à reposição do Estado de Direito.
Fonte: TUA TV
Fonte: Reprodução/TUA TV