
O Governo moçambicano realizou ontem uma conferência de imprensa para abordar a actual escassez de combustível, crise de abastecimento, falta de gasolina e problemas de distribuição que afectam várias regiões do país.
Durante o encontro com a imprensa, o Executivo considerou “muito estranha” a situação registada no mercado nacional, tendo em conta que existem vários navios com reservas suficientes de combustível nos terminais oceânicos para abastecer o país entre um a três meses, cenário que levanta dúvidas sobre o funcionamento da cadeia logística, armazenamento de combustíveis, mercado petrolífero e sector energético.
Segundo o Governo, o principal problema poderá estar relacionado com os intervenientes do processo de distribuição, razão pela qual foi anunciada uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo fornecimento de combustíveis, distribuição comercial, gestão do abastecimento e fiscalização económica.
Entretanto, os impactos da crise já começam a ser sentidos em diferentes pontos do país, com aumento do preço do transporte semi-colectivo de passageiros, conhecido por chapa, além da crescente escassez de transporte público, subida do custo de vida, problemas de mobilidade urbana e dificuldades económicas.
Nas zonas urbanas, vários cidadãos enfrentam dificuldades para deslocar-se diariamente devido à redução de viaturas em circulação, situação que aumenta a pressão sobre o transporte urbano, actividade económica, serviços públicos e vida das famílias moçambicanas.
Fonte: TV Sucesso