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A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) formalizaram uma parceria estratégica destinada a reforçar a ligação entre a conservação ambiental e o desenvolvimento económico sustentável no país.
O protocolo de cooperação, assinado no dia 15 de Julho, em Maputo, surge numa altura em que a chamada economia da natureza representa entre 20% e 25% da economia rural moçambicana, com um valor estimado entre 1 e 1,5 mil milhões de dólares anuais. Apesar da sua relevância, o contributo económico dos ecossistemas continua a ser pouco valorizado nos processos de investimento e tomada de decisão.
A parceria prevê o desenvolvimento de iniciativas conjuntas focadas na valorização do capital natural, mobilização de financiamento climático e promoção de mecanismos de certificação ambiental aplicáveis a sectores económicos dependentes dos recursos naturais.
Segundo as instituições, a cooperação pretende incentivar investimentos responsáveis que conciliem crescimento económico, conservação da biodiversidade e resiliência climática. Entre os sectores que poderão beneficiar da iniciativa destacam-se o turismo, as pescas e as florestas, atividades fortemente dependentes de ecossistemas saudáveis.
A BIOFUND considera que o acordo reforça os esforços para mobilizar recursos destinados à conservação da biodiversidade, enquanto a CTA destaca a importância de ampliar o envolvimento do sector privado na construção de uma economia mais sustentável e competitiva.
Fonte: Integrity Magazine
Foto: DR