
O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau anunciou o congelamento das relações com o Governo de Cabo Verde, acusando as autoridades cabo-verdianas de ingerência nos assuntos internos do país.
A decisão surge depois de Praia ter apelado à libertação de Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
O porta-voz do CNT, Fernando Vaz, afirmou que o Governo cabo-verdiano não deve interferir nos processos judiciais guineenses, considerando que as declarações sobre o caso representam uma tentativa de influenciar assuntos internos da Guiné-Bissau.
A reação acontece num momento em que Domingos Simões Pereira está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado. A defesa do político rejeita as acusações e afirma que o processo tem motivações políticas.
O CNT criticou ainda a política externa de Cabo Verde, acusando o país de seguir interesses estrangeiros. Apesar da crise diplomática, as autoridades guineenses garantiram que os laços históricos entre os povos dos dois países não serão afetados.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) também manifestou preocupação com a situação e apelou à libertação imediata de Domingos Simões Pereira.
Fonte: Deutsche Welle (DW África).