Investigações apontam que PCC planeou resgatar Fuminho após detenção em Maputo

Investigações apontam que PCC planeou resgatar Fuminho após detenção em Maputo

Novas informações divulgadas no âmbito da Operação Mafiusi indicam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerado o maior grupo criminoso do Brasil, terá elaborado um plano para resgatar Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido por Fuminho, pouco depois da sua detenção em Maputo.

Segundo a publicação feita na página Facebook "Justiça Nacional", o plano estaria avaliado em cerca de dois milhões de reais, valor equivalente a mais de 25 milhões de meticais, e visava facilitar a fuga do traficante enquanto este permanecia sob custódia em Moçambique. 

A operação que levou à captura de Fuminho resultou de uma ação conjunta envolvendo a Polícia Federal do Brasil, a Polícia da República de Moçambique e agentes da Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos.

As investigações referem que o alegado plano envolveria figuras ligadas ao sistema prisional moçambicano, embora não tenham sido identificados os possíveis colaboradores nem existam, até ao momento, confirmações oficiais sobre os envolvidos.

Após a detenção, as autoridades aceleraram o processo de extradição de Fuminho para o Brasil. Acctualmente, o traficante encontra-se detido na Penitenciária Federal de Brasília. Em maio deste ano, foi transferido sob um forte esquema de segurança para realizar uma cirurgia, operação que mobilizou cerca de 200 agentes policiais.

Fuminho é apontado pelas autoridades brasileiras como um dos principais aliados de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido por Marcola, líder máximo do PCC. 

Em 2026, o grupo foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira e também como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental, reforçando as medidas internacionais de combate ao narcotráfico.

Fonte: Justiça Nacional (Facebook)
Foto: Reprodução/Facebook

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