Xai-Xai necessita de 30 milhões de dólares para recuperar infraestruturas destruídas

Xai-Xai necessita de 30 milhões de dólares para recuperar infraestruturas destruídas

Seis meses após as cheias que devastaram a cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, o Município de Xai-Xai estima serem necessários cerca de 30 milhões de dólares para reconstruir estradas, mercados, passeios e o sistema de drenagem da cidade baixa, uma das áreas mais afectadas pelas inundações.

Em entrevista à STV, o presidente do Conselho Municipal, Oseman Adamo, explicou que as cheias registadas em Janeiro atingiram a zona onde se concentra a maior parte da actividade comercial e dos serviços municipais, comprometendo significativamente a capacidade financeira da autarquia.

Segundo o edil, embora já não existam casas inundadas, cerca de dois mil cidadãos sofreram perdas directas, incluindo habitações destruídas, muros derrubados e bens arrastados pelas águas. O impacto também afectou os mercados municipais, os estabelecimentos comerciais e centenas de famílias que dependiam destas actividades para o seu sustento.

Sem capacidade financeira para responder à dimensão dos prejuízos, o município procura apoio de parceiros internacionais, do Governo de Moçambique e de organizações de cooperação para acelerar a recuperação da cidade e devolver as condições normais de funcionamento às infraestruturas públicas.

O autarca revelou que o Banco Mundial manifestou interesse em financiar a reabilitação de cerca de oito quilómetros de estradas e três mercados municipais. Entretanto, o projecto encontra-se ainda em fase de estudos técnicos, sendo considerado um primeiro passo para a reconstrução de Xai-Xai e a recuperação da economia local.

Paralelamente, o município prossegue com o reassentamento das famílias que vivem em zonas de risco. Cerca de 300 parcelas de terreno já foram disponibilizadas no distrito de Chongoene para acolher famílias afectadas, numa medida que pretende reduzir a vulnerabilidade às futuras inundações.

O presidente do município considera que a construção e reabilitação do dique de protecção representa a solução mais eficaz para evitar novas cheias. Segundo explicou, as obras já tiveram início e deverão reduzir significativamente o risco de inundações, protegendo a cidade baixa e garantindo maior segurança às infraestruturas públicas.

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