
Os Estados Unidos e o Irão voltaram a intensificar os confrontos militares no Golfo Pérsico, numa nova escalada do conflito que aumenta as preocupações quanto à estabilidade da região.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou a conclusão de uma nova vaga de ataques contra posições iranianas, recorrendo a caças, navios de guerra e, pela primeira vez, drones aéreos e marítimos de ataque unidirecional.
Segundo o CENTCOM, a operação teve como alvo sistemas de defesa aérea, radares costeiros, infraestruturas de mísseis, drones e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica.
Na sequência dos bombardeamentos, foram registadas explosões nas províncias iranianas de Hormozgan, Khuzestan e Sistan-Baluchestan. As autoridades locais referiram que um ataque atingiu uma estação de bombagem de água agrícola em Khuzestan, provocando um morto e quatro feridos.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou uma ofensiva com mísseis e drones durante a madrugada desta segunda-feira. De acordo com Teerão, os ataques atingiram instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, além de sistemas de radar em Omã e depósitos de combustível e munições na Base Aérea Príncipe Hassan, localizada na Jordânia.
A nova escalada militar aumenta a tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural. A instabilidade na região continua a pressionar os mercados internacionais e a contribuir para a subida dos preços dos recursos energéticos, com impactos na inflação em vários países.
O agravamento das hostilidades também coloca em risco o memorando de entendimento alcançado entre Washington e Teerão no mês passado. O acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a continuação das negociações diplomáticas durante um período de 60 dias, mas os recentes ataques aumentam as dúvidas sobre a viabilidade desse processo.
Até ao momento, não há confirmação independente de todas as alegações apresentadas pelas partes envolvidas. A comunidade internacional acompanha a evolução da situação, enquanto cresce a preocupação com um eventual alargamento do conflito no Médio Oriente.
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